Pais e EE

O DESENVOLVIMENTO VOCACIONAL

O desenvolvimento vocacional é parte integrante da construção da identidade de cada jovem e do seu desenvolvimento pessoal e social. 

No seu processo de desenvolvimento, o adolescente põe em causa aquilo que até então lhe dera segurança e começa a procurar o seu próprio caminho e a desejar decidir por si mesmo. Começa a dar-se conta que já tem um nível de reflexão e uma capacidade de tomar decisões que a família desconhece ou não lhe reconhece. Observa a realidade com um olhar crítico, entra em conflito consigo próprio e com o que o rodeia, e começa a construir um projecto de vida de acordo com o seu modo pessoal e único de estar no mundo. A influência dos colegas e amigos é um factor determinante e incontornável, mas as expectativas e orientações da família também têm muita importância.

As famílias têm neste processo, e mais uma vez, um papel relevante. Cabe-lhes colaborar activamente no processo de desenvolvimento vocacional dos filhos, criando oportunidades que levem à aquisição de qualidades e de competências fundamentais para a vida profissional e para o mercado de trabalho. É muito importante que no seio da família se transmitam informações sobre os locais de trabalho e as actividades profissionais dos membros da família, se fale sobre as dúvidas, as crises e as conquistas profissionais, sobre a adaptação às mudanças. É muito importante que se equacionem e assinalem vários percursos possíveis, favorecendo sempre a possibilidade do adolescente se projectar no seu futuro.

O MUNDO DO TRABALHO E A APRENDIZAGEM AO LONGO DE TODA A VIDA

É preciso termos consciência que a formação inicial, hoje, necessária para alcançar determinados postos de trabalho, é bastante superior à que antes, era exigida. Todos os dias nascem novas ocupações profissionais e desaparecem velhos empregos. A tendência actual do mercado de trabalho é para a diversificação de actividades, de funções, de ocupações profissionais e de locais de trabalho. Existe hoje, um mercado de trabalho mais complexo e exigente, em que quase desapareceram as representações de emprego seguro e a ideia do emprego para toda a vida. Aumenta o tempo de escolaridade obrigatória e a aprendizagem não se circunscreve aos anos da escola ou da faculdade, sendo antes, um processo de educação e formação contínua que irá prolongar-se ao longo de toda a vida profissional, sem o que, será impossível acompanhar o desenvolvimento tecnológico e científico da nossa época.

 
O meu filho está no 9º ano…
 
 

9º ANO E DEPOIS ?

No final do 9º ano, os alunos têm de escolher o caminho a percorrer após a conclusão do Ensino Básico. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego; para isso têm de aprender, estudar, trabalhar.

O objectivo comum a todos, pais, professores e psicólogos é, agindo de acordo com a sua disponibilidade, saberes e funções, tornar os jovens mais aptos para a construção do seu futuro. No entanto, nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja, se os alunos não assumirem as suas próprias responsabilidades.  

As decisões tomadas no final do 9º ano são vinculativas, mas não são irreversíveis: é sempre possível reformular as escolhas. Elas devem dar continuidade ao projecto vocacional do aluno e  traduzir-se num projecto escolar e/ou profissional que não é imutável. Vai sendo construído a par do desenvolvimento dos interesses pelo mundo escolar e profissional, do conhecimento de si próprio, da capacidade de tomar decisões e de assumir responsabilidades.

Qualquer que seja a sua escolha, o mais importante é que o jovem estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos e faça tudo para os alcançar. O mais importante é que aposte num percurso que permita a qualificação para desempenhar uma profissão.

 

Veja como está organizado o SISTEMA EDUCATIVO PORTUGUÊS

 

A ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

Fazer uma escolha (p.ex.,qual o curso a frequentar nos próximos três anos), implica estar consciente de vários factores internos e externos que influenciam essa decisão. É neste sentido que a Orientação Vocacional pretende apoiar o aluno. O primeiro passo é tomar consciência da importância de ter um projecto escolar e profissional coerente. Para isso, o aluno tem de conhecer as suas necessidades, valores, interesses e aptidões, ou seja, saber o que quer, avaliar o que fez, saber o que faz bem, o que aprende com facilidade, o que gosta de fazer.

Antes de fazer uma escolha é fundamental saber o que se quer e para isso há que recordar e avaliar tudo o que se fez, pensar no que se gosta, no que se sabe fazer bem, no que é importante, no que se aprende com facilidade, nas tarefas que se realizam com entusiasmo (Manual de Exploração Vocacional, ANQ, Maio 2009)

Nesta escola o Programa de Orientação Vocacional está integrado no Projecto Curricular de Turma, abrangendo todos os alunos do 9º Ano. No final do ano, é desejável que o aluno tenha um rumo e sempre em vista uma qualificação para desempenhar uma profissão.

O Ensino Secundário representa uma escolha pessoal, um desejo de concretizar um projecto em termos educacionais e profissionais.  As condições para o acesso ao ensino superior começam a ser delineadas desde o 10º ano de escolaridade, culminando na realização dos exames nacionais de 11º e 12º anos e no acto de candidatura.

Saiba mais sobre a organização e a estrutura do Ensino Secundário.

Consulte as páginas Cursos Científico-Humanísticos e Ensino Profissional.

 

Após o 9º Ano    O que vai mudar …

 

 

 

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